quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

CARTAZES HIST0RIC0S DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Foram  inventariados todos os cartazes, na sua maioria relacionados com a promoção da segurança e saúde
no trabalho, mas também institucionais, produzidos pelos diversos organismos que se sucederam no tempo, e que fazem parte do arquivo histórico da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os cartazes são apresentados por ordem cronológica, estando já disponíveis os cartazes dos anos 50/60, 70 e parte dos anos 80 e 90 do século XX até 2006 já no sec. XXI.
Um trabalho da Divisão de Informação e Documentação da Autoridade para as Condições de Trabalho de grande mérito e que merece o nosso aplauso!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

0S RISC0S INDUSTRIAIS DA PENÍNSULA DA MITRENA!

«A Carta de Risco da Península da Mitrena, elaborada através de uma parceria entre a Autoridade Nacional
de Protecção Civil e Câmara Municipal de Setúbal, teve por objectivo avaliar e cartografar, de um modo integrado, os riscos tecnológicos desta área, por apresentar uma elevada densidade industrial. 
A abordagem seguida para a caracterização de riscos foi pioneira e a linha de acção seguida teve em vista a prossecução de uma estratégia de prevenção e mitigação de riscos.
 Esta frutífera cooperação permitiu o desenvolvimento de metodologias que procuram dar resposta à necessidade de uma avaliação integrada dos riscos associados a matérias perigosas, o que contribui para o aumento da eficácia da resposta a emergências graves e para o reforço das medidas de prevenção e preparação para este tipo de eventos. 
O trabalho desenvolvido, cujos resultados se apresentam nesta publicação, contribuirá certamente para a promoção de uma cultura de segurança, que poderá ser replicada em outras áreas do território nacional, dando cumprimento aos objectivos fundamentais da Protecção Civil: prevenir,planear e socorrer....»VER

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Tempo de Antena da CGTP-IN 15 de Fevereiro de 2017

O RUÍDO COMO DOENÇA PROFISSIONAL!

«A perda auditiva provocada pelo ruído é uma das 10 doenças profissionais mais comuns na União
Europeia (UE). A hipoacusia ou surdez provocada pelo ruído consta das doenças enumeradas na lista europeia das doenças profissionais1 . Os dados recolhidos pelo EUROSTAT no âmbito das «Estatísticas Europeias de Doenças Profissionais» (EEDP) revelam que, na Europa (UE15), foram detectados cerca de 14 300 casos de perda auditiva devida ao ruído em 2005, o que corresponde a 9,5 casos por 100 000 trabalhadores. Sublinhe-se que aproximadamente 98% dos casos identificados são homens e 73% trabalham nas indústrias transformadoras, extractivas e da construção. 0 inquérito europeu às condições de trabalho (IECT), realizado em 2005 pela Fundação de Dublim, indicava que cerca de 20% dos trabalhadores europeus estão expostos, durante pelo menos metade do seu tempo de trabalho, a níveis sonoros tão elevados que precisam de gritar para serem ouvidos pelos seus colegas. Apesar de, nos dias de hoje, o ruído ser um problema comum a todas as actividades económicas, sobretudo nas indústrias transformadoras, extractivas e da construção, afectando aproximadamente 35% a 40% dos trabalhadores desses sectores, o ruído está também presente em todos os outros ramos industriais....»VER GUIA

sábado, 18 de fevereiro de 2017

ACIDENTE NA SAPEC: continuamos a brincar com o fogo!

«0 incendio de terça feira ,dia 14,na SAPEC Agro,em Setúbal, que libertou uma nuvem de dióxido de enxofre, revelou as fragilidades do País em matéria de segurança industrial, expondo lacunas legais e até falta de meios».É desta maneira que o jornalista do Público,Francisco Alves Rito,inicia a sua peça esclarecedora  de ontem naquele jornal.Diz ainda aquele jornalista que  «não houve medições no local da SAPEC feitas no dia do acidente e as medidas cautelares foram tomadas mais de 24 horas depois...».
Será que esta revelação nos surpreende?Claro que não!Agora vejam o que poderia ocorrer às populações, aos trabalhadores e aos bombeiros se, por acaso, os fumos não fossem de enxofre mas de um tóxico mais grave!
Este acidente industrial de alguma gravidade que lesou as populações, as águas e o ambiente vai ficar impune?Quem vai fazer um inquérito rigoroso ao que ocorreu sob ponto de vista ambiental e sobre a saúde das populações?E os trabalhadores da SAPEC?O que aconteceu aos trabalhadores? Funcionaram as medidas de proteção e combate ao incêndio e à propagação dos fumos?O sistema de prevenção falhou porquê?Como vão ser apuradas as responsabilidades?
0s sindicatos de Setúbal lançaram algumas interrogações para as quais duvido que tivessem resposta.«Foi com algumas interrogações que a União de Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, viu o comunicado da Direcção Geral de Saúde emitido ontem, dois dias após ter acontecido o acidente nos armazéns da SAPEC”, refere a União dos Sindicatos de Setúbal.
Aquela organização sindical pergunta se, do ponto de vista da prevenção, da segurança e saúde no trabalho, existe algum plano de prevenção para o Parque da Mitrena, quando existe libertação de produtos químicos.
Na mesma linha de preocupações, a União dos Sindicatos questiona se foi activado algum plano de prevenção hospitalar para dar resposta às questões de saúde da população e trabalhadores com doenças crónicas e dificuldades respiratórias.
Esta situação é grave!Neste momento os sindicatos deveriam estar informados sobre as matérias que questionam.Sabemos que existem naquele Parque Industrial pelos menos seis empresas que produzirão tóxicos mais perigosos!!Como funcionam os sistemas de segurança e saúde naquelas empresas e o sistema de proteção civil?
Parece que em todo o país existem 200 empresas registadas na Agência Portuguesa do Ambiente como industrias perigosas.A região da Grande Lisboa é a que tem mais empresas deste tipo.Falta a regulamentação do decreto-lei nº 150/2015 de 5 de agosto que aplica a  Diretiva Comunitária nº2012/18/UE.E faltam meios adequados de prevenção e, muito importante, falta uma cultura de segurança!Continuamos a brincar com o fogo e não estamos a prevenir devidamente o País das catástrofes e dos acidentes industriais graves! 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CRIAR EMPREGO É BOM OU MAU?

Criar emprego é um bem ou um mal?Hoje em dia temos a perceção de que uma boa política económica é aquela que dispensa trabalhadores.Assim temos quase um consenso entre esquerda e direita nesta matéria.Se pudermos fazer mais com menos trabalhadores temos uma boa gestão!As forças de esquerda são contra os despedimentos e lutam por mais pessoal em alguns setores do Estado, nomeadamente na educação e na saúde.Mas fazem-no sob intensa pressão da direita e das instituições internacionais, nomeadamente de Bruxelas.Por outro lado, algumas instituições internacioanais falam, com alguma hipocrisia, na necessidade de diminuir o desemprego e na urgência em criar emprego para os jovens.
Agora a questão é esta:querem criar emprego ou não querem?Na filosofia económica dominante, neo-liberal, o ideal é um Estado privatizado em outsourcing, pois consideram que os trabalhadores rendem mais em situações precárias e mal pagos, esperando que a robotização acabe por susbtituir a maioria deles.Uma boa reserva de desempregados até ajuda na gestão dita racional e desvaloriza os salários, criando a concorrência entre os trabalhadores.
Todavia este modelo está em esgotamento porque é irracional e anti humano.É a tal economia que mata!Criar emprego terá que ser uma das prioridades da política económica e do investimento público.Criar emprego deve ser um objetivo nobre e essencial de uma sociedade do futuro e com futuro.As alternativas são colocar uma parte dos trabalhadores numa situação de subsídio de sobrevivência ou abandoná-los à pobreza e à miséria com consequências fatais para as sociedades!
No entanto, criar emprego efetivo significa trabalhar menos pelo mesmo salário, distribuindo assim melhor os lucros das empresas, significa diminuir a idade da reforma para quem o queira fazer, alargar o tempo de lazer, nomeadamente os dias de férias!Ou seja, tudo o que os atuais patrões e os seus ideólogos não querem fazer.Deste embate, que está a ser duro,alguma luz virá!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A SAÚDE DOS TRABALHADORES AGRÍCOLAS!QUE MEDIDAS?

Um guia interessante publicado pela Comissão Europeia que tem como objetivo informar sobre as principais medidas de segurança e saúde no trabalho no setor agrícola, hortícola e florestal.
Quem pode beneficiar desta publicação são, sem duvida, os agricultores com algumas qualificações e os técnicos de segurança no trabalho.0s setores agrícola e florestal são de grande risco profissional e o trabalho é frequentemente desenvolvido em condições ambientais muito agressivas.VER